24 março 2017

O terrorismo ajuda as companhias aéreas (mas só algumas...)

Fevereiro de 2017: Os CEOs da Delta, United e American Airlines esperam que Trump bloqueie a concorrência árabe

As três principais companhias aéreas dos EUA queixam-se que a Emirates, Etihad Airways e Qatar Airways - financiadas pelos governos de Qatar e Emirados Árabes Unidos - são subsidiadas injustamente e que a expansão destas no mercado norte-americano representa uma concorrência desleal que deve ser bloqueada pelas autoridades reguladora.

Desde 2004, as empresas do Golfo têm recebido mais de 50 bilhões de Dólares em subsídios dos seus governos", escreveram os CEOs das três maiores companhias numa recente carta ao Secretário de Estado, Rex Tillerson. "Sig. Secretário "continua a carta," estamos confiantes de que a Administração Trump compartilha a nossa visão sobre a importância de respeitar os nossos acordos Open Skies: as companhias aéreas norte-americanas devem ter igual oportunidade de competir no mercado internacional, é preciso proteger os empregos".

A sã censura da ONU

É preciso sinalizar um grave erro.

Um novo relatório da ONU acusa israel de ter estabelecido "um regime de apartheid que oprime e domina o povo Palestiniano no geral". Mais: o relatório exorta os governos a "apoiar as actividades de boicote, desinvestimento e sanções" e "responder positivamente aos apelos destas iniciativas".

Até aqui tudo correcto: israel aplica uma doutrina de cariz nazista em relação aos Palestinianos e o apartheid é um dos instrumentos utilizados. Então, onde está o erro? O erro consiste no facto deste documento ter sido apresentado ao público sem que antes pudesse intervir a censura da mesma ONU.
Vamos explicar.
O relatório

O relatório foi encomendado e publicado pela Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (ESCWA) e publicado em Beirute. Foi escrito por dois críticos de práticas israelitas: Virginia Tilley, professora de ciência política na Southern Illinois University, e Richard Falk, o ex-relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinianos e professor emérito de Direito Internacional na Universidade de Princeton.

23 março 2017

Mulheres do Islão

Uma boa parte do choque de civilizações entre Ocidente e mundo islâmico é jogado no âmbito
diferente papel que as mulheres têm nas duas culturas.

Se o Ocidente conseguir convencer a mulher muçulmana a homologar-se aos direitos das mulheres ocidentais, o Ocidente ganha o jogo sem disparar um único tiro, a não ser os tiros do Isis que terá um certo poder militar mas não tem a força para opor-se à violência duma cultura superior.  E, neste caso, superior fica sem aspas porque, apesar dos infinitos defeitos que o mundo ocidental tem, aos menos conseguiu libertar (parcialmente) o papel da mulher.

Como explicado pelo filósofo e antropólogo Claude Levi-Strauss, uma cultura é feita de pesos e contrapesos, de medidas e contramedidas que mantêm o equilíbrio. Se qualquer um dos elementos dessa cultura é eliminado, isso modifica todos os outros e a cultura ficará desequilibrada, eventualmente destruído. O mundo islâmico tem este problema: vive, pensa e actua no 50% das suas possibilidade. Metade dos muçulmanos praticamente não existem, ficando fechados em casa para criar os filhos.

O dinheiro russo dos Clinton

Trump e os russos. Trump foi ajudado pelos russos. Hackers russos manipularam a campanha eleitoral para favorecer Trump. Etc, etc.

E uma olhadinha acerca do outro lado, no clã da simpática Hillary?

John Podesta, por exemplo, o presidente da campanha eleitoral de Hillary Clinton e ex. conselheiro especial do simpático Obama. Na altura, alguns e-mails segredos do braço direito da ex-primeira dama foram divulgados pelo WikiLeaks, causando a resposta indignada democratas que acusaram do trabalho os hackers russos ao serviço do Kremlin. O que nem todos sabem é que John tem um irmão, Tony Podesta, que trabalhou como consultor no gabinete da Sberbank sediada em Nova York.

O que é a Sberbank? É "apenas" o maior banco da Rússia, número 33 na top 1.000 bancos do mundo. O Podesta Group, do qual Tony é o dono, trabalha com o banco que controla 30% de todos os assets russos.

22 março 2017

Atentado em Londres (mais Orly & Louvre)

Foto Reuters
Caramba, aqui uma pessoa nem acaba de escrever dum massacre que logo aparece outro...

A notícia última notícia é aquela de Londres, onde um homem com uma faca feriu 12 pessoas e tentou invadir o Parlamento britânico. Mas tudo tinha começado na ponte de Westminster, com um outro homem que, de carro, tinha atropelado 5 pessoas e a polícia que começava a disparar.

Ainda não foi relatado mas eis o que será descoberto nas próximas horas: os homens eram muçulmanos, tinham uma cópia do Alcorão no carro e gritavam "Allah Akbar!". Altamente provável, pois foi o que aconteceu na passada Sexta-feira no aeroporto de Orly: homem muçulmano, cópia do Alcorão, faca, e Allah Akbar. Falta nada.

Pergunta: quem são estes deficientes? Do Isis? Nem pensar. O Isis (o quem diz actuar por conta dele) costuma apresentar bem outra cenografias: Kalashikov, operações bem planeadas e muitos mortos. Estes, pelos contrários, são incapazes que nem uma pistola conseguem comprar.

Síria: massacre de civis

Novo massacre de civis operado pela coligação liderada pelos EUA na Síria. Desta vez o alvo foi
uma escola usada como abrigo, o que vitimou pelo menos 33 civis.

Segundo os moradores havia mais pessoas no interior do refugio, mas pouco depois da chegada dos socorristas militantes do Isis fecharam o local. Pelo menos duas pessoas foram retiradas vivas dos escombros. Segundo algumas fontes, mais de 50 famílias de Aleppo e de Raqqa estavam na escola al-Badia no momento do ataque aéreo.

O bombardeio na escola ocorre menos duma semana depois que os militares norte-americanos conduziram um ataque contra um prédio na cidade de Al-Jinah, no oeste de Aleppo, supostamente base dalguns militantes de Al-Qaeda. As testemunhas no terreno, no entanto, disseram que 46 civis à porta da vizinha mesquita foram mortos.

21 março 2017

Isis: a CNN descobre a Idade do Gesso

Há dois anos (28 de Fevereiro de 2015), o bom Max escrevia:
Os fanáticos do Isis atacaram o museu de Mosul e destruíram achados de valor inestimável, arte com 9.000 anos de idade. Desta vez não com facas mas com martelos, apesar do resultado ser o mesmo: há sempre uma vítima e desta vez é a Cultura.

Estas imagens deram volta ao Mundo, semeando o horror: já não há palavras.
Devem ser travados? Do meu ponto de vista não. Até quando estes "radicais islâmicos" destruírem este tipo de Arte, acho não haver problema.
Por duas razões:
  1. as estátuas destruídas eram cópias de gesso. Os originais ficam no museu de Bagdade.
  2. segundo as imagens, estes "radicais" são tão idiotas que nem conseguem ver a diferença entre um original de mármore ou de outra pedra e uma cópia de gesso. Pelo que não devem ser muito perigosos.
A propósito: como é possível que o Califado, que tem milhões de Dólares em financiamento e um departamento dedicado à comunicação que parece ter saído de Hollywood, nem reparou ter destruído estátuas de gesso sem algum valor? E até gravou e espalhou um vídeo para testemunhar o falhanço...
E no fundo, claro está, o imperdível "Ipse dixit".

Os direitos humanos nos Estados Unidos

Cada ano, o Departamento de Estado dos EUA publica um relatório sobre o estado dos direitos humanos no mundo, esquecendo-se regularmente dos dados sobre a perturbadora situação dos Estados Unidos.

Desde a queda da União Soviética, Washington não hesitou a desencadear guerras de agressão, destruindo inteiros Países e semeando morte. Mas não é tudo: o auto-proclamado "xerife do Mundo" preparou um plano de controle global - como revelado, por exemplo, pelo caso Vault 7 publicado por WikiLeaks - para interferir na vida de empresas e cidadãos dos Países amigos e inimigos (outro exemplo: a embaixada EUA em Frankfurt, Alemanha, operante como base de hackers da CIA).

A boa notícia é que nem todos alinham nisso.
Há alguns anos, o Escritório do Gabinete de Informação do Conselho de Estado da República Popular da China, contando com fontes americanas e, geralmente, ocidentais, publica o seu próprio relatório que apresenta um quadro desolador, que está a piorar a já "catastrófica" situação dos direitos humanos no País que há demasiado tempo arroga-se o direito de exportar a "civilização" e a "democracia". Um relatório, que, em relação ao ano de 2016, que tem o condão de expandir a sua análise sobre o impacto global em termos de direitos humanos das políticas norte-americanas, em particular acerca da chamada "guerra contra o terror". Além disso, a análise inclui o domínio económico e social.

Aqui vamos realçar apenas alguns aspectos particularmente significativos.

20 março 2017

O que esteve atrás das demissões de Bento XVI

Após quatro anos desde a renúncia do Papa Bento XVI, novos detalhes estão a emergir sobre as
circunstâncias que levaram a essa decisão, extraordinária e inesperada no seio da milenária história da Igreja Católica Romana.

Uma decisão que, em certa medida, ainda não está clara e cujas motivações devem ser procuradas, talvez, não na religião mas nos processos políticos e financeiros aos quais até mesmo um Bispo de Roma deve obedecer.

O jornalista Maurizio Blondet (um dos poucos que ainda podem ser chamados de "jornalistas" em Italia), num seu artigo de 2015, falou dum factor decisivo que empurrou o Papa para essa dolorosa escolha: uma espécie de verdadeira chantagem contra o Vaticano, movida pela grande Finança internacional:

07 março 2017

Robot-tax? Valha-me Deus...

Interessante artigo de Ben Tarnoff , jornalista e escritor, no inglês Guardian. Pena que o titulo possa parecer estúpido: "Os robots não apenas irão subtrair-nos o trabalho mas os ricos ficarão cada vez mais ricos". Estúpido porque o problema não são as maquinas. Mas vamos com ordem.

O simpático Bill Gates apoia a ideia de taxar os robots. A proposta faz sentido? Dado que o Parlamento Europeu tomou em seria consideração a robot-tax, temos  a nossa resposta: não, esta proposta não faz sentido nenhum. A questão das maquinas que roubam o trabalho ao homem é velha, muito velha: surgiu já no final do 1700 e estou convencido de que, cavando bem, seria possível encontrar alguém a queixar-se da automação ainda séculos antes. Mas a questão das maquinas é apenas um chamariz: desloca-se o foco da atenção, desvia-se o olhar daquele que é o cerne do problema.

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